Cacoal: Depois das convenções, vem o registro, a campanha e a dura realidade das urnas

Autor: Daniel Oliveira da Paixão

Na semana passada quatro partidos políticos lançaram candidatos a prefeito e a vice-prefeito e 17 partidos lançaram candidatos a vereadores. No caso do PROS, o partido teve um problema por homologar uma candidata a vice-prefeita que não reunia condições pra tal, por ser servidora pública e não ter se licenciado do cargo.

Na quinta feira este colunista entrou em contato com o presidente do PROS, Francisco Xavier Gomes, e ele informou que o partido havia escolhido o substituto a concorrer como vice-prefeito. Xavier disse que não havia participado diretamente das tratativas. Já o vereador Jabá Moreira, candidato da Coligação, informou que a decisão do partido seria o de não revelar, por ora, o nome do candidato a vice-prefeito, preferindo fazê-lo só após o efetivo registro da candidatura, dia 26.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alerta que este sábado, 26 de setembro, é o último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem pedido de registro à Justiça Eleitoral. O prazo para o requerimento de registro dos candidatos termina às 19 horas. A transmissão via internet poderá ocorrer até as 8h.

No caso dos candidatos a vereadores, mais de 240 candidatos foram registrados por 17 partidos. Pelo que pudemos observar nas atas, os atuais vereadores foram distribuídos por 08 partidos. 04 deles estão no MDB (Zebim Brizon, Valdomiro Corá, Valdecir Goleiro e Rogerinho Chagas) e os demais estão distribuídos por PDT (Claudemar Littig); PSB (Paulinho do Cinema); PSD (Pedro Rabelo); PTB (Professor Nilton da Mata); REPUBLICANOS (Wilson Teim); SOLIDARIEDADE (Maria Simões); e PODEMOS (Claudinei Castelinho).

A distribuição dos atuais mandatários, estrategicamente, por vários partidos, pode aumentar as chances de reeleição de um número maior de vereadores da atual legislatura. Alguns deles, porém, escolheram partidos que tem menos chances de obter o quociente eleitoral para uma vaga. Já no caso do MDB, há grande chance de o partido obter duas vagas. Além do MDB, fala-se na possibilidade de o PSD também obter duas vagas, desde que o partido receba bastante votos de legenda. Já a chance de qualquer partido obter três vagas é remotíssima. Como temos vários partidos, o mais provável é que um partido que não conseguiu quociente para uma vaga direta tem quase 100% de chances de ter uma sobra maior do que um partido que, eventualmente, tiver conseguido já eleger um ou dois vereadores pelo quociente cheio.

De acordo com estimativa da justiça eleitoral, a cidade tem hoje 63.487 eleitores aptos a votarem. Para obter uma vaga, soma-se os votos válidos e divide-se por 12. Na eleição passada, o quociente foi de 3.658 votos, ou 71,21%. Com base nesse índice, e se o padrão se repetir ou se aproximar, é possível prever uma média de aproximadamente 45 mil votos válidos nas eleições deste ano, o que faz com que o quociente para que cada partido eleja um vereador seja de aproximadamente 3.750 votos.

Desses 17 partidos, pelo menos cinco deles não conseguirá atingir esse quociente, mesmo que, por redistribuição, seja possível eleger um vereador com sobra de 2.900 ou 3.000 votos. Se um partido obtiver 7 mil votos ou mais, vai conseguir eleger dois vereadores. Por ter candidatos a prefeitos, o que faz com que haja votos de legenda, o MDB e o PSD são os partidos apontados como os que têm condições de eleger mais de um vereador. Outros dois partidos, além do MDB e PSD, também registraram em ata a possibilidade de ter candidato a prefeito e vice, mas, em nossa avalição, suas nominatas para vereador não contam com os chamados puxadores de votos.

Aos que questionam como é que este colunista pode adivinhar quais partidos terão mais votos ou não, informo que, obviamente, só saberemos quais partidos terão mais votos ou não após a abertura das urnas. Não obstante, por nossa experiência de anos morando em Cacoal, é possível saber que quem tem mais exposição pública, como os que já tem mandato ou uma atividade que os exponha à mídia, tem muito mais chances de obter votações mais expressivas. Assim, basta uma olhada nas atas dos partidos, como eu fiz, que dá para sabermos que alguns partidos realmente têm menos condições de obter quórum suficiente para lhes garantir uma cadeira. Outros, contudo, com mais candidatos conhecidos do público, poderão eleger até dois vereadores, com chance remotíssima, de fazer três vereadores, coisa que eu não acredito, sinceramente.

Por: Daniel Oliveira da Paixão

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